sábado, 4 de março de 2017

[Novidades] Saga A Guardiã; de Ana Kandsmar

OMG! OMG! OMG!
 
Desculpem mas andei uns dias a conter-me para vos contar as boas novas!
 
Hoje venho aqui partilhar as mais recentes novidades sobre as obras, sim, obras!, da autora Ana Kandsmar.
 
A Guardiã – O Livro de Jade do Céu foi a mais recente leitura do blog, e tanto a opinião esboço como a opinião já se encontram no blog.
 
Esta obra, inicialmente publicada pela Capital Books, encontra-se reeditada pelas Edições Mahatma, apesar disso ainda não é possível encontrá-la à venda  nas livrarias, mas isto está prestes a mudar, segundo a BeeDynamic Books, dentro de algum tempo o livro voltará a estar disponível nas livrarias. Para quem o quiser ler (Quem não haveria de querer!?) são grandes notícias.
 
Mas não ficam por aqui!
 
Quem leu o livro sabe que este terminou de forma aberta, mas bastante conclusiva, ou seja, a estória podia ter ficado naquele ponto, só que…
 
''Atravessara o arame farpado da fronteira carregando chapa, parte de um tanque soviético reduzido a ferro velho. Não o fizera por acaso. Ou por vontade própria. Mas essa havia sido a forma de garantir que a guarda paquistanesa lhe permitia deixar para trás, terra afegã. Conseguira por fim, não sem duas ou três bastonadas que o haviam derrubado, obrigando-o a rastejar os poucos metros que faltavam para que a distância dos guardas fosse de segurança.
Guerrilhas, mercenários, corpos irreconhecíveis que se afogam em poças de sangue…Tal como eles, ele também não tivera escolha. Ou tivera? Qual era a alternativa? Afogar-se na sua própria dor, ou em garrafas de whisky barato? Decidira em vez disso, lutar. O lado da luta era-lhe indiferente, desde que lutar lhe desse motivos para continuar vivo. Até que um dia, enquanto contemplava os escombros, a mão de uma criança que não teria mais que 10 anos saiu do meio do entulho de tijolo e cimento. Pedia ajuda. E ele não resistira ao ímpeto mais que humano de ajudá-la. A partir desse momento, ele mudou. Mudou tudo.
Não sabe se viu uma luz. Na verdade, acredita que o preciso momento em que tomou o pequeno nos braços, foi uma espécie de revelação. O miúdo não chorou quando removeu os blocos de cimento que se haviam precipitado sobre o seu corpo e o único sinal que deu quando o soltou da última pedra, foi o que lhe pareceu ser o ténue esboço de um sorriso. Mas que raios, não se mexia. Os olhos permaneciam fechados e quando lhe tomou o pulso, nem sinal de qualquer movimento. Se ainda respirava, fazia-o tão fracamente que parecia ter morrido. Deitou-o sobre os escombros, pressionou-lhe o peito intervalando com a sua boca sobre a dele até fazê-lo tossir, limpando os pulmões e tomando por fim a golfada de oxigénio que o fez retornar à vida. Quando abriu os olhos mostrou uma iris azul celeste, cristalina. Estudou-o o quanto lhe foi possível nos segundos seguintes. O rapazito era franzino. Cabelo louro encaracolado e a pele clara como a de um europeu do norte. Todavia, quando lhe pediu água, falou em árabe, um árabe perfeito, sem sotaque, o que o levou a concluir imediatamente que filho ou não de europeus havia nascido por ali, talvez naquela mesma casa de que agora restava apenas entulho. Deu-lhe da garrafa que trazia à cintura alguns goles para lhe matar a sede e o garoto pressentindo que aquela era a única que lhe restava, parou de sorver o líquido pouco depois de molhar os lábios. Olhou perscrutador o homem à sua frente, a tentar talvez adivinhar-lhe a identidade. E os olhos do seu salvador, recíprocos, tentavam também adivinhar a dele.
-Os teus pais? Sabes onde estão?
O garoto levantou-se. Caminhou dois ou três passos cambaleantes e agachou-se. Dos escombros, resgatou sem esforço uma moldura, cuja fotografia a cores, estava pintalgada de sangue. Entregou-a ao homem.
- Estão mortos.
O salvador do petiz olhou atentamente a imagem. Um casal. Cabelos escuros, olhos escuros, a pele tisnada do sol. No meio de ambos uma criança loura, de olhos azuis. Reconheceu-o de imediato.
-São os teus pais, contigo?
Não lhe respondeu. Não verteu uma lágrima. Em silêncio, tirou a fotografia do centro da moldura e dobrou-a em dois. Enfiou-a no pequeno bolso das calças e deu a mão ao homem convidando-o a acompanhá-lo.
-Hei…como te chamas?
O garoto avançou cautelosamente, pé ante pé sobre os blocos de cimento partido. Em vez de lhe responder devolveu-lhe a pergunta.
-Tu…como te chamas?
-Zahin. Agora diz-me tu o teu nome. Não te faço mal…
-Gabriel.''
 
Pois é!!!
 
A autora Ana Kandsmar publicou recentemente este excerto na sua página de Facebook.
 
A Guardiã – O Livro de Jade do Céu, primeiro livro da saga A Guardiã, vai ter continuação, a autora encontra-se neste momento a escrever o segundo volume da saga e se tudo correr bem ainda este ano estará pronto a ser lido por nós. ^_^
 
O segundo volume chamar-se-á Mar de Deus e contará com pelo menos um dos personagens do livro anterior.
 
Estas foram as novidades, por agora, caso saiba de mais notícias deliciosas eu aviso.
 
Até mais! ;)

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